
Queria prestar homenagem à minha amiga Maria João, que foi hoje fazer a 1ªcomunhão... e que saia a 2ª logo...logo.Sei que é esse o teu desejo. E como podem ver: estava lindaaaa!... É uma lutadora a nossa menina, e agora ainda vai ficar mais forte, mais resistente, " a fé move montanhas".
Está pulicada a foto que me enviaste com este fim : animar todos os que lutam pela saúde...com este sorriso, vamos conseguir!
Iluminar os dias, continuando a sonhar que é possível viver...
- Isa
- Setubal, Portugal
- Um abraço, uma palavra, um sorriso... um caminho que poderá ser muito longo. Afinal é possível.
domingo, 20 de maio de 2007
A 1ª comunhão da Maria João.
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sábado, 12 de maio de 2007
Uma linda estrela no Céu...
Muitos remendos no nosso coração ao longo da vida...este é mais um. Não conheço a Claudia pessoalmente, mas digo que a empatia que sinto por ela é grande e esperava o seu regresso do hospital ansiosamente. Mas não vai voltar. Tudo o que ela escreveu no seu blogue é muito identico ao que eu por aqui escrevo: sobre a dor, a esperança, a cura. A minha tristeza é a de quem perde um cumplice nesta estrada com muitos altos e muitos baixos... a união fortalece-nos.E agora perdemos a Claudia...este é um dia triste, principalmente para a familia, a quem eu desejo a maior coragem para enfrentar esta dor.
E por mim...não vou falar de esperança, hoje o dia é de perda, uma injusta perda ...
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sexta-feira, 11 de maio de 2007
Fashion Targets

Passem pela Lanidor e comprem uma t-shirt para ajudar uma boa causa como é esta...a NOSSA. E da Laço também. Já comprei...fica-me lindamente e recomendo...é muito "Fashion"!... mas se não fosse comprava-a na mesma. O meio justifica o fim... vamos lá esgotar isto pessoal!
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quinta-feira, 3 de maio de 2007
Poema...ou quase...
Uma noiten na Arrabida em 2001...
E aquela MUSICA?... que desprende e inventa a PAIXÂO, embelezada no corpo e silenciada nas palavras, besuntam-nos de beijos. "Quem feio ama...bonito lhe parece". Não há que nos preocuparmos com mais aquela ruga, aquele cabelo branco... o AMOR não tem idade. Os sentidos que o alimentam são pura alquimia, e não são só cinco.
Vamos ver que tudo é lindo, imaginar é acreditar que o futuro existe e que é como o queremos. Cheio de imperfeições mas também de beijos e abraços.Em que as cores serão todas elas um leque, incluindo o preto e o branco .
Queria que nas minhas palavras houvesse alegria, retirada do dia-a-dia, só pelo facto de estarmos vivos. E que isso quase nos chega. Aprendemos a pedir tão pouco, e que para nós é o bastante, parece-nos tanto. A saúde, tem o peso de uma lotaria, de um euromilhões.Nem jogamos na sorte, nem queremos enriquecer com outros bens que não seja "bons diagnosticos". Aprendemos a ser humildes e crentes. Reaprendemos , porque nos esqueçemos muito ao longo dos anos. Quase que nos apetece voltar à infância... ser pequeninas e não pensar em nada mais a não ser no lanche que levamos para a escola.Como diria a "pipoca mais doce": que saudades dos tempos em que a minha maior preocupação era saber se havia pão com tulicreme para o lanche.
Era isto que eu queria cantar ao som dos acordes de uma guitarra, ainda que desafinada ...a todos nós que lutamos pelo mesmo .
A ti Claudia, que voltes depressa, esperamos por ti, já com saudades das tuas palavras.Para a Maria João, a minha amiga, que vai recuperar rapidamente, "tu vais conseguir!" e para a Paula, vemo-nos todos os dias, e todos os dias não sei dizer-te o quanto eu sinto a tua tristeza, a de quem perdeu um filho.E a Anixinha, sempre preocupada com os outros, solidária e lutadora. Um beijinho à Manuela, à Lara, à Alda, a Isa, a Carla, que são umas vencedoras, sem duvida.
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quinta-feira, maio 03, 2007
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segunda-feira, 30 de abril de 2007
"Patch Adams" de Robin Williams...
O meu irmão, o meu marido, a Mirita, a Ni, a Diana ( a minha sobrinha pequenina de 5 anos), a Mila, a Xana, a Zezinha. Traziam fruta fresca, notícias do exterior, e ânimo." Fui ao tapete", na ultima tarde que lá estive, já perto da noite.A minha companheira do lado teve alta nessa tarde, e eu ouvi a médica elucida-la sobre os passos a seguir, ora para bom entendedor, os passos sugeriam um menos bom diagnostico; uma das minhas veias estava infectada e tiveram de me mudar o soro...e a minha tia Dorinda apareceu com um colo bem bom, para eu me lastimar. Gosto muito dela é uma senhora que já sofreu bastante e conseguiu lutar e vencer, e hoje é um exemplo para muitos. Comigo não será diferente, tudo vai correr bem.
Lá ganhei forças nas palavras dela e no seu abraço bem sincero e desejoso de boas melhoras.
Dos estudantes de enfermagem, com quem eu mais falei, foi com o Tiago e com a Ana. A quem lhes falei do "Patch Adams", um bom filme de Robin Williams e que retrata bem o que deveria ser uma das prioridades para a classe médica: a boa disposição e o humor dos doentes. A Ana lavou-me os cabelos na manha do ultimo dia que lá estive, no duche. Encharcamo-nos as duas, foi uma risada pegada. Como forma de agradecimento, deixei-a tirar-me os drenos, já estavam a criar garras para lá ficarem, foram dificies de sair, mas ela será uma boa profissional, sem dúvida.
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segunda-feira, abril 30, 2007
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domingo, 1 de abril de 2007
Cinco dias hospitalizada.
Dia 21 a 26 de Junho 2006:
O primeiro dia na sala de recobro, sem dores, bem disposta, sem telemovel.
Segundo dia, já no quarto... o meu marido veio visitar-me, com um sorriso nos lábios, e uns sumos num saco. De seguida, visita do Beti, um amigo de longo tempo, que começou a falar e não desarredou dali nas próximas duas horas. Tivemos uma conversa prolongada entre amigos que quase só se procuram quando algo corre bem ou mal.
As minhas visitas vinham quase sempre entre a 14h e as 16h, o resto da tarde ficava entregue a conhecer pessoas que ali permaneciam. Gosto muito de conhecer pessoas, é um facto.Mas tinha necessidade de auxiliar alguem que estivesse pior que eu, como se fosse uma terapia para a minha cura. Uma primeira etapa a ultrapassar: como será que ficou o meu corpo? Não foi fácil perceber que afinal não me faltava nada. A enfermeira que primeiro me mudou o adesivo apercebera-se que eu nem queria para lá olhar.Não olhei. Mas depois de me ter tirado os adesivos, pegou na minha mão e pô-la no meu seio. Sei lá descrever o que senti. Sei que fiquei a naufragar num tormento de medos: "porquê eu?....porquê Meu Deus?". Essa enfermeira era bastante atenciosa e meiga,era a ela que me queixava quando algo não estava bem. Como por exemplo, as dores nas veias, a veia que ficou vermelha de infectada, por onde recebia o soro e a medicação intra-venosa. Entretanto os drenos e o soro, "lixavam-me os dias". Eram dois drenos, um da mama, outro da axila. O primeiro andava ali pendurado, a bater-me na perna direita quando estava de pé. O segundo estava violentamente cravado nas costas, ou numa costela, quase debaixo do braço. Quando me deitava tinha receio que não estivessem bem posicionados e os estrangulasse.O problema nisto tudo era o não conseguir mover os braços como desejava.De manhã acordava, ia tomar o meu duche, chamo-lhe o que quiser, mas era uma limpeza muio restrita. Penteava-me, de modo a ficar com um carrapito pendurado a meio da cabeça, sempre a descair para os ombros, já a começar a criar óleo.Mas lá saia da casa de banho, mais fresca, com um pijamita lavado, quase sempre calções, estava um calor que fartava. Foi numa destas manhãs que conheci a Maria João. A minha amiga da barriga. Ela ajudou-me a vestir numa manhã, na casa de banho.Era muito bem disposta, e apesar de fisicamente parecer frágil é dotada de uma força tremenda. Conheci também a Rosilene, uma brasileira, minha companheira de quarto, que esteve sempre imobilizada na cama, a quem eu dava a comida à boca, mais precisamente cerejas, pela noite dentro. E a alentejana, a que o filho a tratava por carcaça" a minha carcaça" e eu dava-lhe beijos na testa, devido a sua baixa estatura, e dizia-lhe " minha alentejana quando é que cá vem o moçoilo para vermos se há casoiro?".Muito ria ela das parvoices que eu lhe dizia ... tomara que lhe aliviasse os momentos danados de maus, sem visitas. A minha vizinha, da cama ao lado que me contou a sua historia de colonizadora em Angola e mais tarde desalojada e sem nada em terras do Douro.Com que paixão me falou do marido, que apesar de falecido, continua bem vivo na sua memória, contou-me como aconteceu o casamento inesperado em Africa, dos 4 filhos.E de tal modo eramos unidas, que os filhos já traziam chocolates para mim, quando traziam para ela. Quando ela saiu, dei-lhe o meu contacto, não fiquei com o dela. Aguardo um telefonema, para que me diga que está tudo bem. Gostava qu ela me procurasse um dia . A Amélia, com o diagnostico muito identico ao meu, veio desta vez, fazer o esvaziamento axilar, porque só quando veio o resultado do que lhe tiraram na operação, soube que era um nodulo maligno. Muito recatada, não se sentia muito à vontade, com as companheiras de quarto, tinha um ar triste. A Maria João, passava pelo meu quarto, quase sempre pela manhã, e dizia-me "Vamos ao forum Almada, fazer umas compritas?"... ia de saco na mão e tudo, lá iamos nós conversar para a sala de espera do piso de ginecologia, onde estavamos, muito vagarosamente para causa dos meus drenos. Falava-me do André, o seu filho de 6 anos. Falava-lhe do meu Miguel.Mostramos fotos, contamos as gracinhas deles, e tentavamos rir de alguma coisa, que não tivesse piada. Inventavamos lojas onde haviam cadeiras, actores de teatros em vez das visitas, construimos uma amizade. Ela dizia que eu era a sua prenda de anos, por ter entrado para o hospital. no dia em que ela fez 35 anos.
Só pensava no meu filho... principalmente quando a noite chegava.A minha Ni, mandou-me um video para matar saudades do Miguel, a dançar... quem dançou nessa noite num mar de lágrimas, adivinhem quem foi...
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Isa
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domingo, abril 01, 2007
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