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segunda-feira, 30 de abril de 2007

"Patch Adams" de Robin Williams...


Durante o internamento, as minhas visitas foram bastante fieis ao lema: "Não vale deprimir".
O meu irmão, o meu marido, a Mirita, a Ni, a Diana ( a minha sobrinha pequenina de 5 anos), a Mila, a Xana, a Zezinha. Traziam fruta fresca, notícias do exterior, e ânimo." Fui ao tapete", na ultima tarde que lá estive, já perto da noite.A minha companheira do lado teve alta nessa tarde, e eu ouvi a médica elucida-la sobre os passos a seguir, ora para bom entendedor, os passos sugeriam um menos bom diagnostico; uma das minhas veias estava infectada e tiveram de me mudar o soro...e a minha tia Dorinda apareceu com um colo bem bom, para eu me lastimar. Gosto muito dela é uma senhora que já sofreu bastante e conseguiu lutar e vencer, e hoje é um exemplo para muitos. Comigo não será diferente, tudo vai correr bem.
Lá ganhei forças nas palavras dela e no seu abraço bem sincero e desejoso de boas melhoras.

Dos estudantes de enfermagem, com quem eu mais falei, foi com o Tiago e com a Ana. A quem lhes falei do "Patch Adams", um bom filme de Robin Williams e que retrata bem o que deveria ser uma das prioridades para a classe médica: a boa disposição e o humor dos doentes. A Ana lavou-me os cabelos na manha do ultimo dia que lá estive, no duche. Encharcamo-nos as duas, foi uma risada pegada. Como forma de agradecimento, deixei-a tirar-me os drenos, já estavam a criar garras para lá ficarem, foram dificies de sair, mas ela será uma boa profissional, sem dúvida.

3 comentários:

Ana disse...

Ola Isa ,
vi o teu comentário no meu blog,
fico feliz por estar tudo bem contigo, só podia tu és uma mulher de garra ,...e vai tudo continuar a correr como tu desejas és uma vencedora.
Eu tenho andado mais ou menos , as minhas dores osseas temem a não me deixar , e então tenho andado preguiçosa, para fazer qualquer coisa, mas tirando isso tá td bem , tento não pensar mt nas dores para que elas passem depressa.
Beijinhos Isa e obrigada pelo mimo
:)*****
Anixinha

Manuela disse...

Olá Isa,

Por mais voltas que dê, sempre que há uma história triste de uma mulher qualquer, tem que haver gargalhada!

Já viram?! Todas fizémos a nossa figurinha no Hospital... Impressionante. Podem tirar-nos nódulos (que até podem ser cancerosos), podem tirar-nos mamas, podem tirar-nos alguma esperança na doença, mas ninguém consegue tirar-nos a capacidade de rir parvamente de ... coisa nenhuma!

Da primeira vez que fui operada à mama, o enfermeiro veio dar-nos uns comprimiditos para dormir e pedir para irmos para a caminha porque estávamos a incomodar os outros doentes com as nossas... gargalhadas!

Beijinhos Isa

Anônimo disse...

Gosto muito de te ler, continua o teu diario, leio como se fosse um livro.Nunca se sabe se um dia é a nós que bate à porta.Que fiques boa depressa. Lena-Portimão